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DOCES
Dizem
as lendas que o açúcar sólido, obtido pela evaporação do caldo de cana foi
descoberto na Índia, lá pelo século III. Mas foram os povos árabes que o
introduziram em grande escala na alimentação, inventando as amêndoas e nozes
açucaradas, os doces de figo e laranja e os marzipans. Ao conquistar a península
ibérica, no século XV , levaram com eles a cana de açúcar, juntamente com muitas
das árvores que davam as frutas utilizadas nos doces. De Portugal e Espanha a
cana de açúcar veio para as Américas pela mão dos conquistadores. Muitos dos
doces hoje considerados tradicionalmente brasileiros são de origem portuguesa.
Conta-se que nos conventos era costume utilizar a clara de ovo para engomar os
impecáveis hábitos brancos das freiras, e como sobravam muitas gemas, as
religiosas começaram a fazer quindins, bombocados, pudins, papos de anjo, manjar
do céu, e tantas outras delícias que levam uma infinidade de ovos. Verdadeiras
donas das cozinhas das fazendas, as negras quituteiras foram incorporando à
tradição lusitana de preparar doces as frutas nativas, a farinha de mandioca, o
fubá, a abóbora, o cará, a banana, enriquecendo grandemente o repertório de
sobremesas. |